Escrever sempre me fez sentir melhor. Não é a toa que, há 5 anos quando o meu pai tinha acabado de morrer e todos se desesperavam e choravam compulsivamente em cima do corpo dele, eu estava no meu quarto escrevendo no blog. É que escrevendo vou me afastando, me afastando, me afastando e em poucos minutos já estou bem distante, ouvindo baixinho as vozes das pessoas e, o pouco que ouço, não mais compreendo.
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Escrever é meu momento de transe necessário. Se não o faço, perco o ar e tenho a sensação de quase explodir dentro de mim. Daí acabo escrevendo muito e sobre tudo. Mas nos últimos tempos o tema recorrente tem sido mesmo os meus planos para o futuro (leia-se os próximos dois anos). Afinal, dizem que o primeiro passo para realizá-los é escrever sobre eles.
É justamente por conta desses planos que minha vida esse ano está quase que resumida a poupar dinheiro e exorcizar velhos fantasmas através de análise e muito esforço mental. A idéia é começar uma nova fase mas, acima de tudo, começar bem. Uma fase sem velhas inseguranças e velhos medos. Decidi que se vou ter medo de algo, que seja de algo inédito.
Aí quando tudo estiver bem aqui por dentro e o bolso estiver cheio de dindin, vou estar pronta pra ter meu canto colorido, com um parede de cada cor. Porque, como diz meu analista, eu sou assim colorida e ninguém tem nada a ver com isso. Por mais gay que essa frase pareça.

1 comentários:
que linda. e eu vou te visitar.
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