31 de dezembro de 2008

Meu nome é falso. Meu cabelo é falso. Minha bolsa é de couro falso. Minha carteira é falsa. Meu colar é de pérolas falsas. Meu MP3 é falsificado. Até minha digital do Mercado Livre corre sério risco de ser falsa. E mesmo assim, cercada de mentirinhas, decidi ser totalmente verdadeira.

Quem me conhece sabe que eu falo mesmo. Falo tudo. Anteontem, por exemplo, quando meu chefe perguntou se eu estava triste por sair da empresa eu não poupei meu sonoro “Não”. Claro que não era exatamente o que ele esperava ouvir. Mas eu não posso fazer nada. Me acostumei com essa coisa de mudanças e, pra dizer a verdade, tô louca pra saber o que me espera.

Se tudo der certo vou criar muitas coisas bonitas e diferentes, ganhar muito dinheiro, fazer um curso bacana em Sampa pra desenferrujar um pouco.

Se tudo der certo também saio de casa esse ano e passo a viver os meus problemas e não mais os de todo mundo. Porque tem uma hora que bancar a madre Tereza dá mesmo é no saco.

Se tudo der certo eu vou ter certeza de que eu sou melhor, muito melhor do que meu analista. Tá, ele bem que tentou. O problema é que eu sou cabeça dura demais pra acreditar em tudo que ele me disse repetidas vezes. E quer saber, nem gosto mais de analistas.

Então, que a comilança acabe e apaguem-se os fogos no céu. Quero mais é que 2009 comece logo. E como o assunto todo veio dessa coisa de
verdades, é bom registrar que prometo ser um pouquinho mais verdadeira comigo também - meus desejos, necessidades, vontades. Mas claro que essa mudança não precisa esperar a meia-noite.
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Nota:
Amigo é a coisa mais esquisita do mundo. Porque o trabalho te separa dele, o casamento te separa dele, os filhos te separam dele, viagens te separam deles e, quando você vê, lá estão vocês de novo, juntos e conversando sem distância alguma.
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Um abraço a todos os amigos que encontrei esses dias. Vocês são mesmo uns tchutchucos. =)

26 de dezembro de 2008


Homem adora dizer que bebe todas. É quase uma vaidade para eles contar as experiências etílicas do fim de semana. Algo equivalente a uma mulher dizer que "limpou" uma liquidação de sapatos.

Por falar nisso, hoje no jornal da manhã uma das matérias mostrava um bloco chamado Império Romano. Um tal bloco de carnaval (?!) que sai dia de Natal desde a década de 70, mas que eu nunca ouvi falar. Basicamente homens enrolados em lençóis brancos, andando atrás de um trio elétrico menor que meu carro. Nas mãos, os onipresentes copos de cerveja. E cada vez que a câmera focalizava um grupinho de infelizes, eles erguiam o copo em um movimento que fazia lembrar o gesto de orgulho de um atleta carregando uma taça olímpica.

Mais uma daquelas coisas que nenhuma mulher minimamente evoluída é capaz de entender. Cerveja fede, não é chique, engorda, faz mal pro fígado, dá um bafo terrível, não atrai loiras bonitas como nos comerciais...então por que diabos homens têm tanto orgulho de beber (e mostrar que bebem) cerveja?

Como sei que nenhum deles irá me responder de forma convincente, aposto em uma hipótese: deve ter algo a ver com o fato de cerveja ser muito, mas muito ruim. Isso mesmo. O macho atual parece estar sempre tentando provar sua masculinidade e, talvez em sua cabecinha viajante, só homens de verdade sejam capazes de aturar aquele gosto. É algo como "bebo, logo sou macho".

Mas aí não basta saber. É preciso mostrar, falar, exalar cerveja. É preciso dizer que bebeu até cair, que foi uma grade inteira, que foi Skol e não Cerpa.
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É preciso, é preciso!
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Será? Ainda prefiro os que não bebem ou apenas bebem porque acham gostosa*.

* Eles dizem.

23 de dezembro de 2008


A presença de tantos tios, primos, genros e cunhadas sob o mesmo teto faz do Natal uma ocasião quase sempre desastrosa.

Por isso, aqui vai a dica: pra ser feliz no próximo dia 25, bote fé mesmo é nos petiscos. Se não ganhar o gadget que tanto queria, afogue-se na torta alemã. Se o papo com aquele tio canastrão não engatar, agarre-se aos canapés. Se o namorado resolver deixar você nessa fria e passar o Merry Christmas bebendo todas e mais algumas com os bródi, lembre-se que também há um peru bem suculento em cima da mesa.

Pois bem...felicidades gastronômicas a todos. E um feliz Natal, se possível!

11 de dezembro de 2008


Não acho que comerciais de perfume importado sejam os mais criativos. Sempre cheios de sussurros e celebridades, no final das contas, me parecem todos iguais.

Na publicidade dizemos que é o tipo de comercial que tem mais produção que idéia. Pois é a produção impecável que seduz e te faz querer tanto aquele perfume em forma de maçã que você nunca cheirou.
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Tá, confesso, estou na fase Sack’s. Vejo todos, quero todos, aceito de presente.

É uma paixão recente e cara, muito cara. Acho que é por isso que só adultos se apaixonam por perfumes. Só nessa fase da vida dá pra comprar. Além disso, adultos se identificam mais com ideais de glamour e, já que não é possível viver esse glamour em todos os momentos do dia, resta vivenciar tal experiência através de algumas gotinhas.