Vai chegando outubro e logo eu lembro da história do balão...
Eu era criança, tinha uns 8 anos e era louca por esses balões flutuantes com gás hélio. Mas não qualquer um. Gostava dos prateados, redondos, grandes... igualzinho ao que minha mãe trouxe da procissão do Círio pra mim.
O tal balão logo virou o brinquedo preferido. Barbie? Pogobol? Que nada. Eu dormia com ele amarrado ao pé da minha cama e, acredite se quiser, até levava pra passear. E aquela "amizade" ia crescendo com a mesma rapidez que ele ia murchando.
Talvez prevendo seu fim, o balãozinho fez então uma peripécia digna de um senhor Fredricksen. Numa manhã, enquanto eu estava no colégio, o danadinho se soltou da minha cama, escapoliu por uma janela, voou até o prédio em frente à minha casa e, sob os gritos desesperados da minha mãe, foi agarrado por um simpático rapaz que estava em sua sacada.
Infelizmente, ser um balão bravo e aventureiro não o salvou de morrer dias depois. Em "homenagem", durante anos guardei o plástico prateado murchinho murchinho em uma gaveta de lembranças. Hoje guardo mesmo é a lembrança da infância boa que a mamãe me deu de presente.
1 comentários:
Em breve vamos comprar vários. :)
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