4 de junho de 2011


Todos somos bons e maus talvez em proporções iguais.


O que nos torna tão diferentes aos olhos do mundo é a forma como mostramos ou escondemos alguns fatos. Eu, por exemplo, tenho vergonha de alguns detalhes sórdidos da minha personalidade.


Tenho vergonha de dizer que não quero ter filhos porque não quero dividir meu tempo ou meu dinheiro com alguém que um dia vai embora. Tenho vergonha de dizer que sou capaz de infernizar alguém caso o meu dia esteja um saco. Tenho vergonha de dizer que tenho inveja das pessoas que montam seu próprio horário e podem fazer a unha no meio da tarde.


A verdade é que ninguém me conhece melhor do que eu. Ninguém conhece melhor meus próprios demônios e minha total incompetência em segurar meus impulsos de raiva. Mas ninguém sabe também com que grandeza absoluta eu sou capaz de amar uma pessoa, um animal, uma vida qualquer, independente da sua forma.


Eu sou difícil, irritante e muitas vezes insuportável. Mas não é essa a minha essência, garanto. E se você não acredita, desculpe, mas o problema é seu.


Eu estou aqui pra dizer a verdade, não pra me vender como faço nas 8 horas diárias em que visto a carapuça de publicitária.


A minha capacidade de te amar é diretamente proporcional à sua capacidade de me respeitar e aceitar os meus defeitos. Afinal, acredite, os seus também não são nada fáceis.